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terça-feira, 24 de maio de 2011

Eu sou egoísta

  Se você acha 
que tem pouca sorte, 
se lhe preocupa a doença 
ou a morte,
  Se você sente 
receio do inferno
do fogo,
eterno,
de Deus,
do mal...
          Eu
sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero 

é o que eu penso 
o que eu faço, 
onde eu tô não há bicho-papão...
          Eu 
vou sempre avante 
no nada infinito,
Flamejando meu rock, 
o meu grito,
minha espada é a guitarra na mão,
  Se o que você quer 

em sua vida é só paz, 
muitas doçuras, 
seu nome em cartaz,
e fica irritado 

se o açúcar demora,
e você chora, 
cê reza, 
cê pede,
... implora...
 Enquanto eu,
provo sempre o vinagre e o vinho,
eu quero é ter
tentação no caminho,
pois o homem é o exercício que faz
Eu sei... 
sei que o mais puro gosto do mel,
é apenas defeito do fel,
e que a guerra 
é produto da paz... 
O que eu como a prato pleno
Bem pode ser o seu veneno

Mas como vai você  saber...
... sem tentar????????
Se você acha 
o que eu digo fascista, 
mista, 
simplista ou 
anti-socialista...
Eu admito, 
você tá na pista... 
          Eu 
eu sou ista, 
eu sou ego
eu sou ista, 
eu sou ego
Eu sou egoísta
Por que não...        
                            R.S

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sem inspiração :(

É difícil pensar em qualquer coisa 
quando se está o ocupado demais 
pensando em alguém...
Inventando mil planos para se aproximar, 
tentando criar coragem e,
depender apenas da fantasia,
pra sobreviver...
Queria criar coragem pra dizer...
que eu te aceito assim...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por que se atrasa?


Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar.
O vendedor de balões havia chegado cedo, aproveitando a clientela infantil para oferecer seu produto e defender o pão de cada dia.
Como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda.
Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares.
Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca.
Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava.
Aproximou-se meio sem jeito e perguntou:
Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe:
Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.
*   *   *
O preconceito é uma praga que se alastra nas sociedades e vai deixando um rastro de prejuízos, tanto físicos como morais.
O preconceito de raça tem feito suas vítimas, ao longo da História da Humanidade.
Mas não é somente o preconceito racial que tem sido causa de infelicidade. Esse malfeitor também aparece disfarçado sob outras formas para ferir e infelicitar.
Por vezes, surge como defensor da religião, espalhando a discórdia e a maldade, o sectarismo e os ódios sem precedentes.
Outras vezes apresenta-se em nome da preservação da raça, gerando abismos intransponíveis entre os filhos de Deus.
Também costuma travestir-se de muro entre as classes sociais, fortalecendo o egoísmo, o orgulho, a inveja e o despeito.
Podemos percebê-lo, ainda, agindo como barreira entre a inteligência e a ignorância, disfarçado de sabedoria, impedindo que o mais esclarecido estenda a mão ao menos instruído.
O preconceito também costuma aparecer travestido de patriotismo, criando a falsa expectativa de supremacia nas mentes contaminadas pela soberba.
Ele também pode ser percebido com aparência de idealismo político, explorando mentes juvenis inexperientes e sonhadoras, que são usadas como massa de manobra.
Como se pode perceber, o preconceito é um inimigo público que deveria ser combatido como se combate uma epidemia.
Essa chaga social tem emperrado as rodas do progresso e da paz.
Por essa razão, vale empreender esforços para detectar sua ação, sob disfarces variados, e impedir sua investida infeliz.
Começando por nós mesmos, vamos fazer uma autoanálise para verificar se o preconceito não está instalado em nosso modo de ver, de sentir, comandando nossas atitudes diárias.
Depois, extirpar de vez por todas esse mal que teima em nos impedir de viver a solidariedade e a fraternidade sem limites, como propôs o Mestre de Nazaré.
*   *   *
A fraternidade é a chave que rompe as amarras que nos retém nas baixadas, quais balões cativos, e nos permite ganhar as alturas, elevando-nos acima das misérias humanas.
Para isso, lembremo-nos do vendedor de balões e ouçamos a sábia advertência da nossa própria consciência:
Não é a cor, nem a raça, nem a posição social, nem a religião, nem as aparências externas, filho, é o que está dentro de você que o faz subir.
Pense nisso!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Presente sem preço


Quando recebemos um convite para um aniversário, um casamento, a primeira preocupação, quase sempre, é: Como presentearei? O que oferecerei como presente?

E ficamos a cogitar o que será mais adequado, mais bonito, mais precioso, mais agradável.
Assim, consultamos catálogos, sites, visitamos lojas, verificamos preços. Afinal, o presente deve ser muito bom, mas deve caber no nosso orçamento.
Será que a pessoa apreciará o que escolhemos? Estará do seu gosto?
É sempre um grande dilema. Uma coisa é certa: não importa o tipo, o tamanho, a qualidade do presente. O mais importante é a intenção de quem dá e a gratidão de quem recebe.
Assim aconteceu com Rita. Ela estava envolvida nos preparativos do casamento da filha. Eram tantas providências: o salão para a festa, a decoração, os músicos, o cerimonial, o bolo, as bebidas...
Dois dias antes do casamento, ela estava revendo detalhes no salão onde seriam recepcionados os convidados, quando viu um senhor espreitando à porta.
Ela o cumprimentou e logo percebeu que era um solitário desejando conversar.  Ele contou que, quando criança, sofrera um acidente, batera com a cabeça e por isso, passara sua vida num asilo.
Encontrava-se, por um período, em casa de um irmão e estava passeando antes do jantar. Quis saber o que é que iria acontecer no salão e, ante a notícia do casamento, perguntou se poderia vir dar uma espiada na festa.
Rita o convidou para a recepção.
Chegou o grande dia. No salão, a cerimônia, a música, o corte do bolo da noiva, risos, danças.
Então, alguém veio dizer a Rita que um cavalheiro estava na entrada e desejava lhe falar.
Era o homem solitário. Estava impecavelmente arrumado, mas tímido. Não desejou entrar. Rita foi buscar um pedaço do bolo da noiva e lho entregou.
Ele ficou comovido e lhe deu um presente: É para a noiva, disse com orgulho.
Tratava-se de um pacote pequeno, mal embrulhado com papel pardo, atado com um barbante.
Ele se foi e Rita colocou o presente junto a outros tantos.
Após a recepção, já em casa, ela principiou a anotar, com detalhes, cada um dos presentes e quem o tinha oferecido.
Quando chegou no pequeno embrulho, o abriu. Era uma pequena leiteira branca, de louça, dessas bem simples, que se usam em hospitais e em asilos.
Então Rita chorou. Chorou pela felicidade da sua filha e pela solidão daquele homem, que passara a maior parte da sua vida numa casa para doentes mentais.
Chorou pelo gesto de amor daquele estranho. E, na lista, escreveu: Uma leiterinha – Sr. Fulano, Asilo Tal.
Mais tarde, quando sua filha arrumou a casa, dispôs os presentes, colocou a leiterinha em destaque, no meio de outras lindas peças de prata.
Ela se comovera com a dádiva daquele homem. Era um presente especial, de um mundo solitário para um outro de esperança.
Um testemunho de amor de uma vida para outra.
*   *   *
Feliz é quem sabe ser grato ao que recebe, com a certeza de que a alma que o escolheu, comprou, embrulhou e lhe ofereceu, impregnou aquele objeto com toda sua afeição.
Por isso, todo presente é sempre muito especial. Ele é mensageiro do afeto de alguém. Muito próximo de nós ou simples conhecido, esse alguém despendeu seus pensamentos, seu tempo para nos agraciar com um mimo.
Pensemos nisso.

Só por você

Só por voce eu deixo de dormir, eu sorrio sem querer,
eu grito sem motivo, eu amo sem medo.

postado por:
Simples fatos


O amor


O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem
de ir colhê-la à beira de um precipício.
Sthendal

Você é muito importante para mim (12 coisas que odeio)

VOCÊ CORRE, ALMOÇA, TRABALHA, CANTA, CHORA, AMA.
ODEIO QUANDO VOCÊ SORRI E NUNCA ME CHAMA.
VOCÊ SE ENTRISTECE, MAS , DEPOIS SE ACALMA,

ODEIO QUANDO VOCÊ NÃO ME AGRADECE.
VOCÊ CAMINHA, SOBE E DESCE QUALQUER ESCADA, 
E NÃO SE PREOCUPA COMIGO,
ODEIO QUANDO VOCÊ TEM TUDO,

E NÃO ME DA NADA.
VOCÊ SENTE AMOR, ÓDIO, SENTE TUDO,

ODEIO QUANDO VOCÊ SÓ NÃO SENTE MINHA PRESENÇA.
ODEIO QUANDO VOCÊ...
ESTUDA E NÃO ME ENTENDE, 

GANHA E NÃO ME AJUDA,
CANTA E NÃO ME ALEGRA.
VOCÊ É TÃO INTELIGENTE E NÃO SABE NADA DE MIM.

ODEIO QUANDO VOCÊ SÓ RECLAMA DOS MAUS TRATOS, MAS,
NÃO VALORIZA O QUE EU FAÇO POR VOCÊ.
ODEIO QUANDO...

VOCÊ ME CULPA POR VOCÊ ESTAR TRISTE, MAS SE ESTA ALEGRE, 
NÃO ME DEIXA PARTILHAR DE SUA FELICIDADE.
ODEIO QUANDO...

VOCÊ DIZ CONHECER TANTA GENTE IMPORTANTE, 
MAS NÃO CONHECER A MIM, 
QUE A CONSIDERO TÃO IMPORTANTE.
ODEIO QUANDO...
VOCÊ FAZ O QUE OS OUTROS ORDENAM, 

MAS NÃO FAZ O QUE EU LHE PEÇO COM HUMILDADE.
ODEIO QUANDO...
VOCÊ ENFRENTA MUITOS OBSTÁCULOS NA VIDA, É FORTE, MAS QUE PENA,
EMBORA NÃO ADMITA, 
SEI QUE VOCÊ TEM MEDO DE MIM.
ODEIO QUANDO VOCÊ...
NÃO SENTE VERGONHA AO SE DESPIR PERANTE ALGUÉM, 
MAS SENTE VERGONHA TIRAR SUA MÁSCARA, DIANTE DE MIM.
VOCÊ DEFENDE SEU TIME, SEU ATOR, MAS, 
NÃO ME DEFENDE NO MEIO DE SEUS AMIGOS...
EU ODEIO ISSO...

domingo, 15 de maio de 2011

O poder da doçura


 O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.

Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras.
Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, Prêmio Nobel de Literatura de 1913:
"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir".
*   *   *
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante.
Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo.
E conseguem modificar muitas coisas. Um sábio exemplo foi de Madre Teresa de Calcutá.
Antes dela e depois dela tem se falado em altos brados sobre miséria, fome e enfermidades que tomam comunidades inteiras.
Ela observou a miséria, a morte e a fome rondando os seus irmãos, na Índia. Tomou uma decisão. Agiu. Começou sozinha, amparando nos braços um desconhecido que estava à beira da morte nas ruas de Calcutá.
Fundou uma obra que se espalhou, com suas Casas de Caridade, por todas as nações.
Teve a coragem de se dirigir a governantes e homens públicos para falar de reverência à vida, de amor, de ação.
Não gritou, não esbravejou. Cantou a música do amor, pedindo pão e afeto aos pobres mais pobres.
Deixou o mundo físico mas conseguiu insculpir as linhas mestras do seu ideal em centenas de corações. Como a água mansa, ela cantou nos corações e os conquistou, amoldando-os para a dedicação ao seu semelhante.
*   *   *
Há muito amor em sua estrada que, por enquanto, você não consegue valorizar...
Busque se aplicar no dom de ver e, vendo a ação da presença do Criador, que é amor, na expressão mais alta, como conceituou o Apóstolo João, faça de sua passagem pelo mundo um dia feliz.
Se você espera ser útil e desaprova a paralisia do coração, procure amar, porque todos os mistérios da vida e da morte se encontram no amor... pois o amor é Deus!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Camelos também choram...



Primavera no deserto de Gobi, sul da Mongólia.
Uma família de pastores nômades assiste ao nascimento de filhotes de camelo.
A rotina é quebrada com o parto difícil de um dos camelinhos albinos.
A mãe, então, o rejeita.
O filho ali, branquinho, mal se sustentando sobre as pernas, querendo mamar e ela fugindo, dando patadas e indo acariciar outro filhote, enquanto o rejeitado geme e segue inutilmente a mãe na seca paisagem.
A família mongol e vizinhos tentam forçar a mãe camela a alimentar o filho. Em vão.
Só há uma solução, diz alguém da família. Mandar chamar o músico.E o milagre começou musicalmente a acontecer.
Dois meninos montam agilmente seus camelosnuma aventura até uma vila próxima,tentando encontrar o músico.
É uma vila pobre, mas já com coisas da modernidade, motos, televisão, e, na escola de música, dentro daquele deserto, jovens tocam instrumentos e dançam, como se a arte brotasse lindamente das pedras.
O professor de música, qual um médico de aldeia chamado para uma emergência, viaja com seu instrumento de arco e cordas para tentar resolver a questão da rejeição materna.
Chega. E ali no descampado, primeiro coloca o instrumento com uma bela fita azul sobre o dorso da mãe camela. A família mongol assiste à cena.
Um vento suave começa a tanger as cordas do instrumento. A natureza por si mesma harpeja sua harmônica sabedoria. A camela percebe. Todos os camelos percebem uma música reordenando suavemente os sentidos.
Erguem a cabeça, aguçam os ouvidos e esperam. A seguir, o músico retoma seu instrumento e começa a tocá-lo. A dona da camela afaga o animal e canta.
E, enquanto cordas e voz soam, a mãe camela começa a acolher o filhote, empurrando-o docemente para suas tetas. E o filhote, antes rejeitado e infeliz, vem e mama, mama, desesperadamente feliz.
Enquanto se alimenta e a música continuaacontece então um fato impressionante.
Lágrimas desbordam umas após outras dos olhos da mãe camela, dando sinais de que a natureza se reencontrou a si mesma, a rejeição foi superada, o afeto reuniu num todo amoroso os apartados elementos.
*   *   *
Nós, humanos, na plateia, olhamos estarrecidos. MaravilhadosOs mongóis em cena constatam apenas mais um exercício de sua milenar sabedoria.
E nós, que perdemos o contato com o micro e o macrocosmos, ficamos pasmos com nossa ignorância de coisas tão simples e essenciais.
Os antigos falavam da terapêutica musical. Casos de instrumentos que abrandavam a fúria, curavam a surdez, a hipocondria e saravam até a mania de perseguição.
O pensamento místico hindu dizia que a vida se consubstancia no Universo com o primeiro som audível - um ré bemol - e que a palavra só surgiria mais tarde.
E nós, da era da tecnologia, da comunicação instantânea, dos avanços científicos jamais sonhados... E nós? O que sabemos dessas coisas?
Coisas que os camelos já sabem, que os mongóis já vivem. Coisas dos sentimentos, coisas do coração. O que sabemos nós?
Será que sabíamos que os camelos também choram?